quarta-feira, 22 de setembro de 2010


Ossanha ou Ossãe é o Orixá das plantas medicinais e litúrgicas. Orixá das Folhas e das Matas.
É fundamental sua importância, porque detém o reino e poder das plantas e folhas, imprescindíveis nos rituais e obrigações de cabeça e assentamento de todos os Orixás através do omieró ou abô (banho feito de ervas), assim como sobre todas as cabeças. Também a ele pertencem os ossos, nervos e músculos. As pessoas com defeitos físicos nas pernas. E que não possuem uma das pernas, quase
sempre estão ligadas de alguma forma a esse Orixá, pois ele se apresenta sem uma das pernas, seja simbolicamente, assim como em transe dança com uma das pernas encolhidas como se não a possuísse, muitos de seus filhos conhecidos de todos nós, que não possuem uma das pernas quando da manifestação de Ossãe, dançam toda uma noite em uma perna só. Como as folhas estão relacionadas com a cura, Ossãe também está vinculado à medicina.

Saudação: Eueu
Dia da Semana: Sexta-feira
Número: 07 e seus múltiplos
Cor: Verde e branco
Guia: 01 conta verde e 01 conta branca
Oferenda: Pipoca, linguiça de porco frita, figo e opeté de batata inglesa esmagada com uma pitada de azeite-de-dendê, a qual se dá forma de um cone
Ferramentas: coqueiro, muleta, bisturi, cágado, moedas e búzios
Ave: Galo cinza com vermelho
Quatro pé: Qualquer cor menos preto.

São Judas Tadeu - quando faz adjuntó com Iemanjá Bocí
São Cristóvão - quando faz adjunto com Oxum Demun

Os filhos de Ossanha são calmos, ingênuos e pacíficos. Defendem a ecologia.
Os filhos de Ossãe são, de um modo geral, pessoas equilibradas, controladas tanto em suas emoções como em seus sentimentos. Agem de maneira racional, não deixando que a amizade, a inimizade ou opiniões próprias suas interfiram em suas decisões para com os outros, e sim do que de fato é direito de ser. Possuem grande capacidade e eficiência.

Ifá foi consultado por Orunmilá que estava partindo da terra para o céu e que estava indo apanhar todas as folhas. Quando Orunmilá chegou ao céu Olódùmaré disse, eis todas as folhas que queria pegar o que fará com elas ? Òrùnmílá respondeu que iria usá-las para beneficio dos seres humanos da Terra. Todas as folhas que Òrunmílá estava pegando, Orunmilá carregaria para a Terra. Quando chegou à pedra Àgbàsaláààrin ayé lòrun (pedra que se encontra no meio do caminho entre o céu e a terra) então Orunmilá encontrou Ossãe e perguntou:
— Ossãe onde vai?
Ossãe disse;
— "Vou ao céu, vou buscar folhas e remédios".
Orunmilá disse que já havia ido buscar folhas no céu para benefício dos seres humanos da terra. Disse, olhe todas essas folhas, Ossãe pode apenas arrebatar todas as folhas. Ele poderia fazer remédios (feitiços) com elas porém não conhecia seus nomes. Foi Orunmilá quem deu nome a todas as folhas. Assim Orunmilá nomeou todas as folhas naquele
dia. Ele disse, você Ossãe carregue todas as folhas para a terra, volte, e iremos para terra juntos. Foi assim que Orunmilá entregou todas as folhas para Ossãe naquele dia. Foi ele quem ensinou a Ossãe o nome das folhas apanhadas. Olodumaré deu a Ossãe todo o poder das folhas, o qual ele guardava em uma cabaça pendurada em um galho de árvore.
Um dia Xangô se queixou a sua mulher Oyá (Iansã), deusa dos ventos, que só Ossãe conhecia o segredo de cada uma das folhas e que
os demais Orixás estavam no mundo sem possuir nenhuma planta. Oyá levantou sua saia e agitou-a, um vento violento começou a soprar e derrubou a cabaça de Ossãeno chão quebrando-a.
Ossãe, ao perceber o que aconteceu, gritou – Ewéo! (Oh! As folhas! As Folhas!) Eu Eu o, mas não pôde impedir que os demais Orixás pegassem as folhas e as dividisse entre eles, mas os Orixás não tinham o conhecimento das ervas e até hoje precisam de Ossãe para usá-las em seus rituais
, ficando seu segredo a salvo.

ABALERIO
ABALERIO ERUNFÉ

ASSUENI LABABA OMAM ASSUENI LABABA
ASSUENI LABABA OMAM ASSUENI LABABA

OBECHECO CHERECO
CHERECONSÉ IECONSÉ

ABAIMORE
AIOLÁ EOMALÉ ARIO

OSSANHA SANIBÓ
EU EU OSSANHA SANIBÓ EU EU

OSSANHA BAICHORO EROMAIO
OSSANHA BAICHORO EROMAIO

FARABARUQUE FARABARUQUE EU EU O QUE FARABÔ
FARABARUQUE FARABARUQUE EU EU O QUE FARABÔ

ABABA OMAM
IRE ABABA OMAM IRE

OSSANHA DOAJEQUIM DOAJEQUIM BABAOROCO
OSSANHA DOAJEQUIM DOAJEQUIM BABAOROCO

EU EU ITABOR ITABOR OSSANHA MORISSÔ
EU EU ITABOR ITABOR OSSANHA MORISSÔ

AGALE AGALE AGALE EUÉRUNFÉ AGALE EUÉRUNFÉ OSSANHA CHAMARUMPEPÉ
AGALE AGALE AGALE
EUÉRUNFÉ AGALE EUÉRUNFÉ OSSANHA CHAMARUMPEPÉ

ONIBOCO
VAMUQUEREQUE

ISSERÓ ERÓ
ERÓ ISSERÓ ERÓ ERÓ

APECO ERUNDÊ
ARA PECO ARA

APECO CHUMARÚ
APECO CHUMARÚ OXUM

IECONFÃ IECONFÃ
IECONFÃ IECONFÃ

OSSANHARÁ EUADEMI CHECHEMIRE DOCÔ
OSSANHARÁ EUADEMI CHECHEMIRE DOCÔ

MACORO MACORO
OSSANHA OSANHA IRE

OSSANHA SEREBUÁ SAPATÁ MI SEREBUÁ
OIÁ OIÁ VODUM OSSANHA SEREBUÁ
OIÁ OIÁ VODUM
OSSANHA SEREBUÁ

ETINE ETINE EUÁ OSSANHA JAQUEDEUÁ
ETINE ETINE EUÁ OSSANHA JAQUEDEUÁ

SOI SOI SOI ITAGIBA
ASSESSUM NANAREUÁ SOI ITAGIBA ASSESSUM NANAREU
Á

SOERE SOIRE
ASSESSUM NANAREUÁ
SOERE OSSANHA GUÉ
ASSESSUM NANAREUÁ

OSSANHA DOCUM LAI LAI OSSANHA DOCUM LAI LAI
OSSANHA SARAUÊ DOCUM LAI LAI


Orixá do rio Níger, terceira mulher de Xangô. Orixá, embora feminina, temida, forte, energética, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos. Obá divindade feminina, guerreira que às vezes é também citada como caçadora. Irmã de Óya (Iansã). Esposa de Ogum e, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Xangô. Bastante conhecida pelo fato de ter seguido um conselho de Oxum e decepado a própria orelha para preparar um ensopado para o marido na esperança de que isto iria fazê-lo mais apaixonado por ela. Quando manifestada, esconde o defeito com a mão.

Saudação: Exó
Dia da Semana: Quarta-feira
Número: 07 e seus múltiplos
Cor: Rosa
Guia: toda rosa
Oferenda: Canjnica e feijão miúdo refogados com tempero verde e Abacaxi
Adjuntós: com Bará Lodê ou Lanã ou Adagui, com Xangô Agandjú, com Xapanã Jubeteí ou Sapatá
Ferramentas: navalha, timão, roda, moedas e búzios
Ave: Galinha cinza com pescoço dourado
Quatro pé: Cabrita mocha de qualquer cor menos preta

Obá: Santa Bernadete

As pessoas pertencentes a este Orixá são lutadoras, bravas, um tanto agressivas, o que as levam a serem pouco incompreendidas. Freqüentemente tendem a terem experiências infelizes e amargas. São ciumentas, pois são muito zelosas com tudo que lhe pertencem. Porém, pessoas de grande valor e dedicação. Tendem a alcançar seus ideais. Dedicadas e muitas vezes ingênuas, principalmente em relação ao amor e as amizades. São extremamente honestas, tolerantes e crédulas.
Sua principal característica é ser guerreira(o). Não cultiva amigos por achar que são
interesseiros. Não gostam de sexo.
Geralmente tem nariz largo, sombrancelhas grossas, rosto redondo, lábios acentuados, pessoa de estrutura forte.

Obá vivia em companhia de Oxum e Oyá (Iansã), no reino de Oyó, como uma das esposas de Xangô, dividindo a preferência do reverenciado Rei entre as duas Iyabas (Orixás femininos).
Obà percebia o grande apreço que Xangô tinha por Oxum, que mimosa e dengosa, atendia sempre a todas as preferencias do Rei, sempre servindo e agradando aos seus pedidos. Obà resolveu então, perguntar para Oxum qual era o grande segredo que ela tinha, para que levasse a preferencia do amor de Xangô, vez que Oyá, andava sempre com o
Rei em batalhas e conquistas de reinados e terras, pelo seu gênio guerreiro e corajoso e Obà era sempre desprezada e deixada por último na lista das esposas de Xangô. Oxum então, matreira e esperta, falou que seu segredo era em como preparar o amalá de Xangô principal comida do Rei, que lhe servia sempre que deseja-se bons momentos ao lado do patrono da justiça. Obà, como uma menina ingênua, escutou e registrou todos os ingredientes que Oxum falava e que eram de extrema importância para a realização de tal culinária, sendo que por fim Oxum, falou que além de tudo isso, tinha cortado e colocado uma de suas orelhas na mistura do amalá para enfeitiçar Xangô. Obà agradeceu a sinceridade de Oxum e saiu para fazer um amalá em louvor ao Rei, enquanto Oxum, ria da ingenuidade de Obà que, sempre atenta a tudo, não percebeu que Oxum mentira, pois ela encontrava-se com suas duas orelhas, e falará isso somente para debochar de Obà. Obà em grande sinal de amor pelo seu Rei, preparou um grande amalá, e por fim cortou uma de suas orelhas colocando na mistura e oferecendo à Xangô como gesto de seu sublime amor. Xangô ao receber a comida, percebeu a orelha de Obà na mistura, e bravejou e gritou, e expulsou Obà do reino de Oyó, sem por fim nem explicação considerar. Obà triste e desiludida, fugiu para bem longe e nunca mais voltou aos domínios de Xangô, tendo hoje em dia, como sua arqui-rival em todos os candomblés do Brasil e do mundo, e até hoje quando manifestadas em seus iaôs elas dançam simbolizando uma luta.

ALABORO ALABORO OBÁ ILAÔ
ALABORO ALABORO OBÁ ILAÔ

ACACHAPADAMIRÔ QUEREMI ACACHAPADAMIRÔ QUEREMI
A LABAUÊ ACACHAPADAMIRÔ DOEINHO

EMI EMI EJÓ COMFÉLI EMI EMI EJÓ COMFÉLI OCOCO EROMA EMI EMI EJÓ COMFÉLI
EMI EMI EJÓ COMFÉLI EMI EMI EJÓ COMFÉLI OCOCO EROMA EMI EMI EJÓ COMFÉLI

ALABAUÊ
ALABAUÊ

CHERECO CHERECO
CHERECO CHERECO

IÉ IÉ OSSANHA OCOFI LANÃ
IÉ IÉ OSSANHA OCOFI LANÃ

AMODÉINHO
ÉINHO

SABADORO
ONHANHÁ
SABADORO
ONHANHÁ
SABADORO
ONHANHÁ SABADORO ONHANHÁ

ELIBABA ONI
OLAXAUENI
ELIBABA
ONI
OLAXAUENI
ELIBABA ONI
OLAXAUENI ELIBABA OLAXAUENI

OBÁ ONI XANGÔ XANGÔ DE OBÁ ONI
OBÁ ONI XANGÔ XANGÔ DE OBÁ ONI


Oxum é muito bonita, charmosa, e possessiva. É intuitiva e sente quando algo não está bem.
É uma boa anfitriã e tem boa fé, não percebendo a maldade dos inimigos.
Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor.
A Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem.
Dona dos rios e cachoeiras gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc.
Senhora soberana
das águas doces. Todos os rios, lagos, lagoas e cachoeiras pertencem a este Orixá. O casamento,
o ventre e a fecundidade e as crianças são de Oxum, assim como, talvez por consequência, a felicidade. O ouro e o dinheiro
em todas as suas espécies também são de Oxum. Pela hierarquia é o primeiro Orixá doce seguida de Iemanjá e Oxalá,
formando assim o grupo de Orixás chamado de Cabeças Grande.

Saudação: Ieieu
Dia da Semana: Sábado
Número: 08 e seus múltiplos
Cor: Todos os tons de amarelo (amarelo claro: Oxum Pandá, amarelo escuro: Oxum Demum, amarelo ouro: Oxum Docô)
Guia: toda amarela de um mesmo tom, o tom varia com o Orixá (amarelo claro: Oxum Pandá, amarelo escuro: Oxum Demum, amarelo ouro: Oxum Docô)
Oferenda: Oxum Pandá - canjica amarela cozida, quindim, pêssego em calda, mel e bala de mel; e as outras canjica amarela cozida, quindim e mel
Adjuntós: Oxum Pandá Ibedji com Xangô Agandjú Ibedji,
Oxum Pandá com Bará Agelú, Com Ogum Adiolá,
com Xangô Agandjú, com Oxalá Bocum, com Oxalá Olocum, Oxum Demun com Ossanha, com Oxalá Olocum,
Oxum Olobá com Xangô Agodô, com Xapanã Belujá, Oxum Docô com Oxalá Jobocum ou Oxalá de Orumiláia
Ferramentas: todos adornos femininos em ouro, peixe, leque, caramujos, coração, moedas e búzios
Ave: Galinha amarela clara para Oxum Pandá e Demum e galinha amarela ou vermelha para Oxum Docô
Quatro pé: cabrita branca ou amarela

Oxum Pandá Ibedji: Nossa Senhora de Fátima
Oxum Pandá: Nossa Senhora de Fátima quando faz adjuntó com Bará Agelú, Nossa Senhora do Rosário quando faz adjuntó com Ogum Adiolá, Nossa Senhora de Lourdes quando faz adjuntó com Xangô Agandjú, Nossa Senhora das Graças quando faz adjuntó com Oxalá Bocum, Imaculada Conceição quando faz adjuntó com Oxalá Olocum e Sagrado Coração de Jesus quando faz adjuntó com Oxalá Olocum
Oxum Demun: Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da Conceição
Oxum Docô: Nossa Senhora da
Conceição ou Nossa Senhora Aparecida

As pessoas de Oxum são extremamente sensuais e perfumadas.
São vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto.
São boas donas de casa e companheiras, despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas.

Oxum é destemida diante das dificuldades enfrentadas pelos seus. Ela usa sua sensualidade para salvar sua comunidade da morte. Dança com seus lenços e o mel, seduzindo Ogum até que ele volte a produzir os instrumentos para a agricultura. Assim a cidade fica livre da fome e miséria. Oxum enfrenta o perigo quando Olodumare, Deus supremo, ofendido pela rebeldia dos orixás, prende a chuva no orum (Céu), deixando que a seca e a fome se abatam sobre o aiê (a Terra). Transformada em pavão, Oxum voa até o deus maior, para suplicar ajuda. Mesmo tornando-se abutre pelo calor do sol, que queima-lhe, enegrecendo as penas, ela alcança a casa de Olodumare. Indignada por se perceber excluída da reunião de orixás masculinos, Oxum torna estéreis todas as mulheres até que ela seja convidada para o encontro. Uma demonstração de que com ela é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade, é assim o jeito dessa deusa-heroína. Sensível à condição de fraqueza, Oxum se dispõe a aliviar o sofrimento alheio. Assim ela o faz quando Oxalá tem seu cajado jogado ao mar e a perna ferida por Iansã. Oxum vem para ajudar o velho, curando-o e recuperando seu pertence. Ela é adorada por Oxalá. A deusa do amor parte com um ebó até Olodumare, para que não haja mais seca na Terra. No caminho ela não hesita em repartir os ingredientes da oferenda com o velho Obatalá e as crianças que encontra, e mesmo assim alcança seu objetivo pela comoção de Olodumare. Com grande compaixão, Oxum intercede junto a Olodumaré para que ele ressuscite Obaluaiê, em troca do doce mel da bela orixá. E ela garante a vida alheia também ao acolher a princesa Ala, grávida, jogada ao rio por seu pai. Oxum cuida da recém-nascida, a querida Oiá.


Com suas jóias, espelhos e roupas finas, Oxum satisfaz seu gosto pelo luxo. Ambiciosa, ela é capaz de geniais estratagemas para conseguir êxito na vida. Vai à frente da casa de Oxalá e lá começa a fazer escândalo,
caluniando-o aos berros, até receber dele a fortuna desejada para então calar-se. E assim Oxum torna-se "senhora de tanta riqueza como nenhuma outra Yabá (Orixá femino) jamais o fora".

Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação, para tanto, foi procurar Bará. Bará, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum sobre os domínios de Bará durante sete anos, passando, lavando e arrumando a casa do mesmo, em troca ele a
ensinaria.
E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi aprendendo a arte da adivinhação que Bará lhe ensinará e consequentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres domésticos na casa de Bará. Findando os sete anos, Oxum e Bará, tinham se apegado bastante pela convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em companhia desse Orixá. Em um belo dia, Xangô que passava pelas propriedades de Bará, avistou aquela linda donzela que penteava seus lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado, foi declarar sua grande admiração para com
Oxum. Foi-se a tal ponto que Xangô, viu-se completamente apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó. Oxum rejeitou o convite, pois lhe fazia muito bem a companhia de Bará. Xangô então irritado e contrariado, seqüestrou Oxum e levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo. Bará, logo de imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar, por todas as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua doce pupila de anosde convivência. Chegando nas terras de Xangô, Bará foi surpreendido por um canto triste e melancólico que vinha da direção do palácio do Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Oxum, triste e a chorar por sua prisão e permanência na cidade do Rei. Bará, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Òrùnmílá, que de pronto agrado lhe cedeu uma poção de transformação para Oxum desvencilhar-se dos domínios de Xangô. Bará, através da magia pode fazer chegar as mãos de sua companheira a tal poção. Oxum tomou de um só gole a poção mágica e transformou-se em uma linda pomba dourada, que voou e pode então retornar em companhia de Bará para sua morada.


Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas as mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva. Olodumaré foi
procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olodumaré perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo. Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Iyalodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.

A vontade de conhecer os segredos do destino faz com que Oxum, esperta que é, coloque seu poder de atração sexual em acordos para esse fim. Ela é especialista no toma-lá-dá-cá. É desse modo que aprende a arte da adivinhação com Exu, e as roupas de Obatalá, e as vestes do "Senhor do Pano Branco" pelo segredo do Ifá. Assim Oxum se torna senhora do jogo
de búzios. Beleza, agilidade e astúcia são ingredientes do sucesso deste orixá. No amor Oxum é ardorosa, de tão formosa e quente que é. Oxum luta para conquistar o amor de Xangô e quando o consegue é capaz de gastar toda sua riqueza para manter seu amado. Ela livra seu querido Oxósse do perigo e entrega-lhe riqueza e poder para que se torne Alaketu, o rei da cidade de Ketu. Oxum provoca disputa acirrada entre dois irmãos por seu amor: Xangô e Ogum, ambos guerreiros famosos e poderosos, o tipo preferido por ela. Xangô é seu marido, mas independente disso, se um dos dois irmãos não a trata bem, o outro se sente no direito de intervir e conquistá-la. Afinal Oxum quer ser amada e todos sabem que ela deve ser tratada como uma rainha, ou seja, com roupas finas, jóias e boa comida, tudo a seu gosto. A beleza é o maior trunfo do orixá do amor. Como esposa de Xangô, ao lado de Obá e Oiá, Oxum é a preferida e está sempre atenta para manter-se a mais amada. Ela adora enganar Obá. Oxum induz Obá a cortar a própria orelha para cozinhar e servir para Xangô, dizendo ser o prato preferido do marido, que na verdade fica enojado e enfurecido. Ela também engana Eleguá que, a serviço de Obá para fazer um sacrifício, corta erradamente o rabo do cavalo de Xangô. Outra vez Obá queria agradar seu marido, mas acaba odiada por ele. Oxum definitivamente quer o fracasso de quem considera rival. Foi de Oxum a delicada missão dada por Olodumare de religar o orum (o céu) ao aiê (a terra) quando da separação destes pela displicência dos homens. Tamanho foi o aborrecimento dos orixás em não poder mais conviver com os humanos que Oxum veio ao aiê (a terra) prepará-los para receber os deuses em seus corpos. Juntou as mulheres, banhou-as com ervas, raspou e adornou suas cabeças com pena de ecodidé (pena de um passáro sabrado), enfeitou seus colos com fios de contas coloridas, seus pulsos com idés (pulseiras), enfim as fez belas e prontas para receberem os orixás. E eles vieram. Dançaram e dançaram ao som dos atabaques e xequerês. Para alegria dos orixás e dos humanos estava inventado o Candomblé. Os mitos da Oxum mostram o quão múltipla é sua personalidade. (Prandi, 1997). Trecho extraído e adaptado de: PRANDI, Reginaldo. Mitologia de Orixás, Mitos afro-americanos reunidos e recontados, São Paulo, 1997 (mimeo).

TALADE OMIO TALA IEIE MURAJÔ
OXUM TALADE
TALADE OMIO TALA IEIE MURAJÔ
OXUM TALADE

ELEUANI OXUM
ANAREUÁ
ELEUANI OXUM
ANAREUÁ
ELEUANI OXUM
ANAREUÁ

O IEIEU ELEUANI OXUM ELEUANI OXUM PANDÁ
O IEIEU ELEUANI OXUM ELEUANI OXUM PANDÁ
O IEIEU ELEUANI OXUM ELEUANI OXUM PANDÁ
O IEIEU ELEUANI OXUM ELEUANI OXUM PANDÁ

ALA BOCOUM
ELEUANI OBÁ
ALA BOCOUM
ELEUANI OBÁ

IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI
IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI

IEBAMI QUE É OXUM
PEREREMA
O IEIEU OXUM PEREREMA
IEBAMI QUE É OXUM PEREREMA
O IEIEU OXUM PEREREMA

OIÁ BEMI LOIÁ
AMINEÓRA ORA ORA AMINEÓRA
OIÁ BEMI LOIÁ
AMINEÓRA ORA ORA AMINEÓRA

OIÁ BEMI SEMI ATONIRE
ATONIRE EMIREMI
OIÁ BEMI SEMI ATONIRE
ATONIRE EMIREMI

OIÁ AMBERE AMBERE AUENI OXUM
AMBERE AMBERE AUENI OXUM
OIÁ AMBERE AMBERE SABEMIO
OIÁ AMBERE AMBERE AUENI OXUM
AMBERE AMBERE
AMBERE OXUM
AMBERE AMBERE
AMBERE OXUM

OXUM PEMIO
AMA DOCÔ ERUMALÉU
OXUM PEMIO
AMA DOCÔ ERUMALÉU

BAMBOLÉO ABOMIO
ELEUANI OXUM ADUPÉ A
Ô
BAMBOLÉO ABOMIO
ELEUANI OXUM ADUPÉ AÔ

MACONSELÉ ABOMIO
OXUM PERERE OXUM PERERE
MACONSELÉ ABOMIO
OXUM PERERE OXUM PERERE
PADA EINHO
BELEUÉU LELÉU DE OXUM BELEUÉ
PADA EINHO
BELEUÉU LELÉU DE OXUM BELEUÉ
PADA EINHO
BELEUÉU LELÉU DE OXUM BELEUÉ

OLOMINO OXUM
ATONIRE OLOMINO OXUM ATONIRE
OLOMINO OXUM
ATONIRE OLOMINO OXUM ATONIRE

OBOQUEREREAÔ IEIE QUEREREREUÁ
OBOQUEREREAÔ IEIE QUEREREREUÁ
OBOQUEREREAÔ IEIE QUEREREREUÁ
OBOQUEREREAÔ IEIE QUEREREREUÁ

OXUM CARIREÔ
CARIREMA CARIREUÁ
OXUM CARIREÔ
CARIREMA CARIREUÁ

OXUM EPANDÁ BARUÉLEO
OXUM EPANDÁ BARUÉLEO

OXUM EPANDÁ BARUÉLEO
OXUM EPANDÁ BARUÉLEO

ACHIRELÚ PANDA MI
ACHIRÊ OIÁ
ACHIRELÚ PANDA MI
ACHIRÊ OIÁ

IEBAMI OXUM
IEIE MARO
IEBAMI OXUM
OXUM MARO
IEBAMI OXUM
IEIE MARO

IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI
IEBAMI OXUM PEOLOMI IEBAMI OXUM PEOLOMI IEIE PANDÁ ELUFÁ TANDARELA IEBAMI OXUM PEOLOMI

IEBAMI QUEÉ OXUM PEREREMA
OIEIEU OXUM PEREREMA
IEBAMI QUEÉ OXUM PEREREMA
OIEIEU OXUM PEREREMA

ACHIOXUM PANDALOSÍMIO
ERUM ELÉ ACHIOXUM ERUM ÉLE
ACHIOXUM PANDALOSÍMIO
ERUM ELÉ ACHIOXUM ERUM ÉLE

CONI CONI CHIRE LODÊ
BABAIORO ORIXÁ OIEIEU BABAIORO
CONI CONI CHIRE LODÊ
BABAIORO ORIXÁ OIEIEU BABAIORO

PANDALOSIMIO
OMINILABA BAJA Ê
PANDALOSIMIO
OMINILABA BAJA Ê

QUEMQUÉ OXUM MANI CHORORÔ
QUEMQUÉ QUEMQUÉ OXUM MANI CHORORÔ QUEMQUÉ
QUEMQUÉ OXUM MANI CHORORÔ
QUEMQUÉ QUEMQUÉ OXUM MANI CHORORÔ QUEMQUÉ

IBERE MALARUM ADELUIA IEIEU
AMUÁ OXUM IEIEU IBERE MALARUM
IBERE MALARUM ADELUIA IEIEU
AMUÁ OXUM IEIEU IBERE MALARUM
IRE ADEO Ô IRE ADEUÁ O MINILABA ADEO Ô IRE ADEUÁ
IRE ADEO Ô IRE ADEUÁ O MINILABA ADEO Ô IRE ADEUÁ
O MINILABA
ADEO
Ô IRE ADEUÁ
O MINILABA
ADEO Ô Ô IRE ADEUÁ
O MINILABA
ADEO Ô Ô IRE ADEUÁ

AORORO ORO ORO É OXUM OLOBÁ
AORORO ORO ORO É OXUM OLOBÁ
AORORO ORO ORO É OXUM OLOBÁ
AORORO ORO ORO É OXUM OLOBÁ

BABAICHORO
AORÔ AORÔ
BABAICHORO
AORÔ AORÔ
BABAICHORO
AORÔ AORÔ

ANICÉ ADEO Ô OIEIEU ONIBARA ATIMBOUM ATIMBOUM A OXUM ONIBARA
ANICÉ ADEO Ô OIEIEU ONIBARA ATIMBOUM ATIMBOUM A OXUM ONIBARA
ATIMBOUM ATIMBOUM
A OXUM ONIBARA
ATIMBOUM ATIMBOUM
A OXUM ONIBARA

ADEORA ADEORA ADEORA IACONFÉ BABAICO TALABO BABAICO FERERE

ADEORA ADEORA ADEORA IACONFÉ BABAICO TALABO BABAICO FERERE
BABAICO TALABO
BABAICO FERERE
BABAICO TALABO
BABAICO FERERE

PANDÁ LEMOFANI
BARÁ LOQUELE Ô QUEUÉU
PANDÁ LEMOFANI
BARÁ LOQUELE Ô QUEUÉU

PANDÁ ICHORO EREMI IABORAÍ BADE IABORÁ ELOIRE BADE
OIÁ DOCÔ BABAICHORO OIÁ
ELOIRE BADE
OIÁ DOCÔ BABAICHORO OIÁ

PANDÁ MIRERE PANDÁ MIRE BABAICHORO
PANDÁ MIRERE PANDÁ MIRE BABAICHORO

BARÁ BARUÁ COMFANHA BARÁ BARUÉLE Ô
BARÁ BARUÁ COMFANHA BARÁ BARUÉLE Ô

OXUM LARIO IEIE OXUM LAMARUQUEMQUÉ OXUM LAMARUQUEMQUÉ O OXUM LARIO IEIE

OXUM LARIO IEIE OXUM LAMARUQUEMQUÉ OXUM LAMARUQUEMQUÉ O OXUM LARIO IEIE
OXUM LARIO
IEIE OXUM LAMARUQUEMQUÉ

ELOIRE IRE
BARUÁ E E OMAIO
ELOIRE IRE
BARUÁ E E OMAIO
ELOIRE
QUEMQUEMQUEMQUÉ
ELOIRE
QUEMQUEMQUEMQUÉ

NATUELE MOTI DE FARIREUÁ
OIÁ
NATUELE MOTI DE FARIREO
OIÁ Ô
ERE Ô
OIÁ Ô

ONIMAMILO
ALADÊ IEIEO OXUM OXUM MAGUETE
ONIMAMILO
ALADÊ IEIEO OXUM OXUM MAGUETE

OLERETE OMARUMA OLERETE OMALÉO
OLERETE OMARUMA OLERETE OMALÉO
OLERETE UM
OMARUMA
OLERETE UM
OMALÉO

ACHECHECO OLODUM
OLOMINO OXUM
ACHECHECO OLODUM
OLOMINO OXUM

IEIEO CARIO IEIEO CARIO
IEIEO CARIO CARIO CARIO
IEIEO CARIO IEIEO CARIO
IEIEO CARIO CARIO CARIO

PANDÁ SUAMI
EU ADEUÁ LAUNDE
PANDÁ SUAMI
EU ADEUÁ LAUNDE

OIEIEO BENSALÉO OBOMORÉ OIEIEO BENSALÉO O LANÃ
OXUMDÊ O LANÃ IEIEO BENSALÉO BOMORÉ
OIEIEO BENSALÉO OBOMORÉ OIEIEO BENSALÉO O LANÃ
OXUMDÊ O LANÃ IEIEO BENSALÉO BOMORÉ
OXUM DOCÔ
EUACHIRE OIÁ
OXUM DOCÔ
EUACHIRE OIÁ

QUE BELA OXUM IEMANJÁ LOMINO OXUM EQUE BOMORÉO
QUE BELA OXUM IEMANJÁ LOMINO OXUM EQUE BOMORÉO


Também chamada Oiá, é o Orixá dos ventos e raios. Além disto, e Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - um dos seus símbolos. Guerreira, a mais agitada das Orixás femininas, foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô.É irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso. É dona dos movimentos (movimenta todos os Orixás), em algumas casas é também dona do teto da casa, do Ilê. Suas cores são vermelho e branco, marrom terracota ou ainda, rosa. De acordo com uma lenda Oyá Omo Mésàm (a mãe dos nove filhos) derivou o nome de Iansã. Sua saudação é epaiêio!
Iansã é rainha dos raios, ventos e tempestades. É um Orixá feminino, enérgico, sensual e autoritário.
Na mitologia dos Orixás Iansã foi casada com Ogum, mas o traiu com Xangô.

Saudação - Epaiêio.
Dia da semana - terça-feira.
Número - 07 e seus múltiplos.
Cor - vermelho e branco.
Guia - 01 conta vermelha, 01 conta branca.
Oferenda - pipoca, opeté de batata doce (batata doce amassada com as mãos misturado ao azeite de dendê), maçã bem vermelha e sete rodelas de batata doce fritas no azeite comum.
Adjuntós - Oiá Timboá com Bará Legba ou com Ogum Avagã, Iansã Oiá Dirã com Agum Avagã, Iansã Oiá com Bará Adaqui, as vezes com Bará Lanã ou com Bará Agelú ou Ogum Onira ou Xangô Aganjú ou Xapanã Jubeteí, Iansã com Bará Lodê,
com Ogum Olobedé, com Xangô Agodô, com Xapanã Belujá ou com Xapanã Sapatá.
Ferramentas - espada, par de alianças, cálice, moedas, búzios e raio.
Ave - galinha vermelha ou carijó.
Quatro pé - cabrita branca.

Iansã Oiá Timboá - Santa Terezinha quando faz adjuntó com Ogum Avagã.
Iansã Oiá Dirá - Joana D’arc.
Iansã Oiá - Santa Bárbara sem o castelo.
Iansã - Santa Bárbara com o castelo.

As pessoas filhas de Iansã são audaciosas, intrigantes, autoritárias, vaidosas, pessoas sensuais, volúveis, com tendência a ter diversos relacionamentos sexuais, inclusive aventuras extraconjugais. São extremamente ciumentas. Mas quando estão amando verdadeiramente são dedicadas a uma pessoa são extremamente companheiras.

Oxaguiam (Oxalá novo e guerreiro) estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiam pediu a seu amigo Ogum urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Oxaguiam que Oyá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação. Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado derretia o ferro mais rapidamente. Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiam venceu a guerra. Oxaguiam veio então agradecer Ogum. E na casa de Ogum enamorou-se de Oyá. Um dia fugiram Oxaguiam e Oyá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiam voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oyá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Oxaguiam, onde vivia, Oyá soprava em direção à forja de Ogum. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiam da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor. E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oyá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oyá e o povo chamava a isso tempestade.

AMAIA AMAIA IAIÔ IAIÔ AMAIA MOCEQUEBA IAIÔ IAIÔ
AMAIA AMAIA IAIÔ IAIÔ AMAIA MOCEQUEBA IAIÔ IAIÔ

ÓIA BILAIÔ ÓIA BILAOIÁ EUAMAQUERE QUERE QUERE OELÉU ELÉU AÔ
ÓIA BILAIÔ ÓIA BILAOIÁ EUAMAQUERE QUERE QUERE OELÉU ELÉU AÔ

OBERESSE MANICHÉO
OIÁ DOCÔ OBECEL

OIANIREU OBERESSE CARIM DE OGUM
OIANIREU OBERESSE CARIM DE OGUM
OBERESSE CARIM DE OGUM OIANIREU ATAUÁO
OBERESSE CARIM DE OGUM OIANIREU ATAUÁO

OSSEMALEOTO
OBECEL OROCORÔ

ONIRA DO ATAUÁO
ARIO ONIRA EUA BECEL
ONIRA DO ATOMIO
ARIO ONIRA EUA BECEL

OIÁ CALULU IANSÃ SEMIEBÓ
OIÁ CALULU OIÁ SEMIEBÓ

ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ ORUMALÉ OMODIBAU
ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ ORUMALÉ OMODIBAU
ALIANÇA
É BILOIÁ PARA OTOFILOJÁ
ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ

OIAMADÊ OÁRIO ACARAÔ LOJOCOLÓ
OIAMADÊ OÁRIO ACARAÔ LOJOCOLÓ
LUPADEÔ OIÁ BOBÔ ACARAÔ LOJOLÓ
OIAMADÊ OÁRIO ACARAÔ LOJOCOLÓ

ALIANÇA BILOIÁ QUEPARA IANSÃ PILODÁ
ALIANÇA É BILOIÁ ALIANÇA É BILOIÁ

EPIAODOA COMADÊ EPIAODOA COMADÊ IANSÃ OIÁ EPÊ EPIAODOA COMADÊ
EPIAODOA COMADÊ EPIAODOA COMADÊ IANSÃ OIÁ EPÊ EPIAODOA COMADÊ
ASSAGÉO AUÊ
AGÉO AÊ

ABADÔ OROCO IANSÃ ADUPÉ OROCO MANI ESSÓ
ABADÔ OROCO IANSÃ ADUPÉ OROCO MANI ESSÓ

BABALORIXÁ VAMO IANSÃ OIÁ
OIÁ VAMO IANSÁ OIÁ

IEIE PAFUNHA
ÊPA
IEIE PAFUNHA
ÊPA
IANSÃ OLOCORO
ÊPA
IANSÃ OLEBARA
ÊPA

OIÁ O ELÉU É LAISSÔ
OIÁ O ELÉU UELÉU LAISSÔ

IANSÃ OLEPEPE
OLEPÊ

ODORO O ASEMILÓIAIA O MININABA O BILOIÁ
ODORO O ASEMILÓIAIA O MININABA O BILOIÁ

XORO XORO COTILE
OIÁ DOCÔ OIÁ NICÉ

FARA OGUM FARA
OGUM FARA BAISSERÓ ERÓ
FARA OGUM FARA OGUM FARA BAISSERÓ ERÓ

FARA LAROIÊ
FARA OGUM FARA

ELOIRE PARAMÁ ELOIRE PARAJÔ
ELOIRE PARAMÁ ELOIRE PARAJÔ

OIÁ Ê AÊ
OIÁ Ê AÊ

ERUNDÊ OIÁ DOCÔ ERÓ
ERUNDÊ OIÁ DOCÔ ERÓ

OIÁ DOCÔ
ERÓ ERÓ
CABECI LUDE
ERÓ ERÓ

ADOCÔ LEBAIÓ ADOCÔ LEBAIÓ ADOCÔ LEBAIÓ OIÁ MADEÔ
ADOCÔ LEBAIÓ ADOCÔ LEBAIÓ ADOCÔ LEBAIÓ OIÁ MADEÔ

ASSEMILÓIA ASSEMILÓIA MALUPEÔ ASSEMILÓIA
ASSEMILÓIA ASSEMILÓIA MALUPEÔ ASSEMILÓIA
MALUPEÔ
ASSEMILÓIA

IRE DE IRE IRE POBOUM ORIXÁ LAUNDÊ
IRE DE IRE IRE POBOUM ORIXÁ LAUNDÊ

OIÁ LELUIA OIÁ LELUIA MALUPEÔ OIÁ LELUIA
OIÁ LELUIA OIÁ LELUIA MALUPEÔ OIÁ LELUIA
MALUPEÔ
OIÁ LELUIA

BILAIA BILAIA
OIÁ MAQUEQUERÊ

XANGÔ LOIÁ
EU QUERE QUERE UESSE

OIÁ OIÁ OIÁ NIGODÔ OIÁ NIGODÔ SAPATÁ NIGODÔ
OIÁ OIÁ OIÁ NIGODÔ OIÁ NIGODÔ SAPATÁ
NIGODÔ

AJAJAUMA SEMILÓIA QUE BILOCO
AJAJAUMA SEMILÓIA QUE BILOCO


Orixá Princípio de Movimento e Interligação. O Mensageiro dos Orixás.
Bará pode ser o mais benevolente dos Orixá se é tratado com consideração e generosidade.
Identificado como o diabo, por características peculiares de seu comportamento como: irreverência, prepotência, arrogância, astúcia.. Ele é dono das chaves dos portais, encruzilhadas e caminhos. Suas saudações, obrigações e cortes, devem sempre ser feitos em primeiro lugar.

Saudação - alupô ou lalupô.
Dia da Semana - segunda-feira.
Número - 07 e seus múltiplos.
Cor - vermelha.
Guia - corrente de aço (para alguns), vermelha escura (para outros).
Oferenda - pipoca, milho torrado, 07 batatas inglesas assadas e azeite de dendê.
Adjuntós - Elegba com Oiá Timboá, Lodê com Iansã ou com Obá, Lanã com Obá ou com Oiá, Adague com Oiá ou com Obá, Agelú com Oxum Pandá e as vezes com Oiá.
Ferramentas - corrente, chave, foice, moeda, búzios.
Ave - galo vermelho.
Quatro pé - cabrito branco, marrom, vermelho ou de cor escura, menos preto.

Bará Lodê - São Pedro, quando faz adjuntó com Iansã, São Benedito com faz adjuntó com Obá.
Bará Lanã - Santo Antônio do Pão dos Pobres
Bará Adague - Santo Antônio
Bará Agelú - Menino no colo do Santo Antônio

Os filhos de Bará possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Bará não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.

Conta a lenda que houve uma demanda entre Bará e Oxalá para que pudesse saberquem era o mais forte e respeitado, e foi aí que Oxalá provou a sua superioridade pois, durante o combate, Oxalá apoderou-se da cabaça de Bará a qual continha o seu poder mágico transformando-o assim em seu servo. Oxalá então permitiria que Bará a partir de então recebesse todas as oferendas e sacrifícios em primeiro lugar. A Importância de Bará é fundamental, uma vez que ele possui o privilégio de receber todas as oferendas e obrigações em primeiro lugar, nenhuma obrigação deve ser feita sem primeiro saudar a Bará. É o dono de todas as encruzilhadas e caminhos, é o homem da rua, quem guarda a porta e o portão de nossas casas, quem tranca, destranca e movimenta os mercados, os negócios, etc. Bará também nos confirma tudo no jogo de IFÁ (Búzios).
Conta-se que Aluman estava desesperado com uma grande seca. Seus campos estavam secos e a chuva não caia. As rãs choravam de tanta sede e os rios estavam cobertos de folhas mortas, caídas das árvores. Nenhum Orixá invocado escutou suas queixas e gemidos. Aluman decidiu, então, oferecer a Bará grandes pedaços
de carne de bode. Bará comeu com apetite desta excelente oferenda. Só que Aluman havia temperado a carne com um molho muito apimentado. Bará teve sede. Uma sede tão grande que toda a água de todas as jarras que ele tinha, e que tinham, em suas casas e dos vizinhos, não foram suficientes para matar sua sede. Bará foi á torneira da chuva e abriu-a sem pena. A chuva caiu. Ela caiu de dia, ela caiu de noite. Ela caiu no dia seguinte e no dia depois, sem parar. Os campos de Aluman tornaram-se verdes. Todos os vizinhos de Aluman cantaram sua glória:

• Dono dos dendezeiros, cujos cachos são abundantes;
• Dono dos campos de milho, cujas espigas são pesadas!
• Dono dos campos de feijão, inhame e mandioca!

E as rãzinhas gargarejavam e coaxavam, e o rio corria velozmente para não transbordar!
Aluman, reconhecido, ofereceu a Bará carne de bode com o tempero no ponto certo da pimenta. Havia chovido bastante.

EXÚ O LODÊ
EXÚ EXÚ O BARÁ LANÃ
BARÁ O LODÊ
EXÚ EXÚ O BARÁ LANÃ
AMODIBAU EXÚ
BARÁ
LANÃ EXÚ
BARÁ
EXÚ ADAGUE
BARÁ
EXÚ AGELÚ
BARÁ

LANÃ TIBOROCUM
IABADOIO BEM FARA

EUAMACHÊ ONIBA EXÚ ABANADÁ
EUAMACHÊ ONIBA EXÚ ABANADÁ

EUADEMI CHECHEMI
EUADEMI CHECHEMIRÊ

EXÚ DA LANA FUÁ
EXÚ DA LANA FUMALÉ

E BARÁ EXÚ DEMÍ
EXÚ DEMÍ EXÚ DEMÍ LANÃ
LANÃ EXÚ DEMÍ
EXÚ DEMÍ EXÚ DEMÍ LANÃ

ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ
AMANICÓ ECÓNIBARÁ Ô BARABÔ BARÁ O ELEFA EXU LANÃ
ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ ONIBARA BOUM EUALARUNDÊ AUÊ EXÚ LANÃ
AMANICÓ ECÓNIBARÁ Ô BARABÔ BARÁ O ELEFA EXU LANÃ

AÊ AÊ ONIBARÁ Ô AÊ AÊ ONIBARA AMACELO OGUMUM AMACELO OGUMJÁ AÊ AÊ ONIBARA
AÊ ONIBARÁ Ô AÊ AÊ ONIBARA AMACELO OGUMUM AMACELO OGUMJÁ AÊ AÊ ONIBARA

EXÚ BARÁ O ELÉU ASSINHÔ
AÊ AÊ ONIBARA

ÓIA ÓIA
ÓIA O ELEFA

BARÁ IECUM CHECUM LODÁ BARÁ IECUM CHECUM LODÁ
BARÁ IECUM BARÁ CUNDÊO BARÁ IECUM CHECUM LODÁ BARÁ PORELUM
CHECUM LODÁ
BARÁ PORELUM
CHECUM LODÁ

PAPANHALE
PAPANHALE

EXÚ BARÁ OETAPAONIRE
BÁ LUFÃ BARÁ EXÚ QUEM QUÉ LUFÃ
BARÁ EXÚ
QUEM QUÉ LUFÃ

OQUE BARÁ OÉLE Ô EXÚ BARÁ OELÉ Ô MODIBARÁ ELEFA EPÔ
OQUE BARÁ OÉLE Ô EXÚ BARÁ OELÉ Ô MODIBARÁ ELEFA EPÔ


EXÚ DEMÍ MODIBARA EXÚ ADIO AMODIPAIM
EXÚ DEMÍ MODIBARA EXÚ ADIO AMODIPAIM

EXÚ LANA FOMIO EXÚ LANA FOMALÉU
EXÚ LANA FOMIO EXÚ LANA FOMALÉU

ALALUPAÔ
ALUPAGEMA
EXÚ BARÁ
ALALUPAGEMA
BARÁ BARÁ
ALALUPAGEMA
ÓIA BARÁ LUPAÔ
ALALUPAGEMA
ÓIA BARÁ LUPAÔ

BARÁ
NO ECÓ TIRIRI LANÃ EXÚ TIRIRI LANÃ BARÁ QUE BARÁ EXÚ BARÁ EXÚ TIRIRI LANÃ
BARÁ NO ECÓ TIRIRI LANÃ EXÚ TIRIRI LANÃ BARÁ QUE BARÁ EXÚ BARÁ EXÚ TIRIRI LANÃ

EXÚ DA LANA SEMIASSEBÓ
EXÚ DA LANA SIEBÓ

BARUÁ GELÚ BARUÁ GELÚ AGEIPÓ BARUÁ GELÚ AGEIPÓ OIANIREU
BARUÁ GELÚ BARUÁ GELÚ AGEIPÓ BARUÁ GELÚ AGEIPÓ OIANIREU

EQUETUNEBARE SANABORO SOBODUM ELEBÓ
O LEBARIA VODUMA SANABORO LEBÁ

O LEBARIA VODUMA SAQUERÊQUEUÊ
O LEBARIA VODUMA SAQUERÊQUEUÊ

OIUMA DO CORO CORO CORO DO QUERE QUERE QUERE DO CORO CORO CORO BARUM ELEFA
OIUMA DO QUERE QUERE QUERE DO CORO CORO CORO DO QUERE QUERE QUERE BARUM ELEFA

LEBA DO OGUM FERERÊ
OGUM

BARÁ OTIM OTIM OTIM BARÁ
BARÁ
OTIM OTIM OTIM BARÁ

BARÁ QUE BARÁ QUE BARÁ LAIO
BARÁ QUE BARÁ QUE BARÁ LAIO

BARÁ VODOLÚ VODOLÚA MODUMPÉO
BARÁ MIRAJÔ QUEREQUÊ AMODUMPÉO

ELEFA IAVODUM
IABADOIO BEM FARA

ELEBA Ô
TCHARAM TCHAM
ELEBA Ô
TCHARAM TCHAM

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Orixá da guerra, das batalhas, dos metais, da agricultura, dos caminhos e da tecnologia.
Orixá guerreiro, defendendo as leis e a ordem, representa todas as batalhas da vida, ele faz parte de tudo aquilo que é preciso lutar para alcançar vitória.
Ogum ensina os homens a manufaturar o ferro e o aço, a ele pertence o "obé" – a faca utilizada para os sacrifícios.
Em muitas lendas aparece como irmão de Odé e Bará. Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de
candomblé como símbolo de sua proteção. Depois de Bará é o Ogum que está mais próximo dos homens. Seu símbolo principal é uma espada de ferro chamada idà, seu dia é a quinta-feira.
Senhor da guerra, dono do trabalho porque possui todas as ferramentas como seus símbolos. Orixá do fogo e do ferro em que são forjados os instrumentos como espada, a faca, a enxada, a ferradura, a lança, o martelo, a bigorna, a pá, etc. É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Bará porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis
os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos. Ogum é protetor dos militares, soldados, ferreiros, trabalhadores e agricultores.

Saudação - Ogunhê.
Dia da semana - segunda-feira para Ogum Avagã e quinta-feira para os demais.
Número - 07 e seus múltiplos.
Cor - vermelho e verde.
Guia - vermelho e verde escuros.
Oferenda - pipoca, farinha de mandioca mistura com dendê, costela de gado assada e três laranjas de umbigo cortadas em cruz.
Adjuntós - Avagã com Oyá Timboá ou Oiá Dirã, Onira com Oiá, Olobedé com Iançã, Adiolá com Oxum Pandá ou Iemanjá Bocí.
Ferramentas - alicate, espada, faca, bigorna, búzios, moedas, martelo, tenaz, lança e ferradura.
Ave - galo vermelho dourado.
Quatro pé - cabrito branco, vermelho, malhado ou escuro, menos preto.

Ogum Avagã - São Paulo
Ogum Onira, Olobedé e Adiolá - São Jorge

Os filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.

Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé.
Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê. Antigamente, esta cidade era formada por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ogum mejejê lodê Irê - "Ogum das sete partes de Irê".
Ogum matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! - "Ogum Rei de Irê!"

Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa".
Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual
todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede. Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta
, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma. Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a
terra. Ogum tornara-se um Orixá.

AMAJOCOLE DOGUM LÓ
ORUMALÉ AMAJOCOLE DOGUM LÓ ORUMALÉ

XANGÔLELÁ EUABADIEMA SIOGUMLÓ EUABADIEMA SIAOLÊ
XANGÔLELÁ EUABADIEMA SIOGUMLÓ EUABADIEMA SIAOLÊ

ÉRUNDÊ OBORE OGUM AGALÊ
ÉRUNDÊ OBORE OGUM AGALÊ

OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ORIXÁ OIEIEO
OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ALCUTÁ COMARAJÓ OGUM SERIBÓ ORIXÁ OIEIEO

PARALALUPAGEMA
ORIXÁ OIEIEO

ORUORUM ORUM ODÔ AMACOIEBÓ OGUM APOUMA ANAISÔ ACHAPAMIO
ORUORUM ORUM ODÔ AMACOIEBÓ OGUM APOUMA ANAISÔ ACHAPAMIO

ARA OGUM ORUM ODÔ
ARIO ARA OGUM ORUM ODÔ ARIO

OGUM ONIRA MANCHALOBEDÉ
OGUM ONIRA ANAISÔ QUEREQUE
SOI SOI SOI
OGUM ONIRA ANAISÔ QUEREQUE

OGUM TALABAICHORÔ OBECÉO OGUM Ô
OGUM TALABAICHORÔ OBECÉÔ

OGUM ADEIBA
ADÊ FARE OGUM FARERE

OGUM AFORIBA
AMORO OGUM FERERE
OGUM AFABAMI
AMORO OGUM FERERE

XÔ XONIPADÔ
GAM GAM GAM XONIPADÔ

OGUM O QUEREMI
ARA
OGUM ANIRE

AMACI DE AUÊ
ARA DE ADEÔ ANIRE

XONI DE ADEÔ XONI DE ADEÔ AMACI DE AUÊ
ARA DE ADEÔ ANIRE
AMACI DE AUÊ
ARA DE ADEÔ ANIRE

OGUM BEÔ MAIFAI OGUM ONIRA ADIO OGUM BEÔ MAIFAI OGUM ONIRA ADIO XONI DE ADEÔ ADEORA OGUM ONIRA EXÚ
ADEORA ORAORA ADEORA
OGUM ONIRA EXÚ
ADEORA ORAORA ADEORA

ARIOBÉ ARIOBÉ OGUM ANIRE ARIO OGUM ADEUÁ OGUM ANIRÊ ARIO OGUM ADEUÂ OGUM ANIRÊ
ARIOBÉ ARIOBÉ OGUM ANIRE ARIO OGUM ADEUÁ OGUM ANIRÊ ARIO OGUM ADEUÂ OGUM ANIRÊ

CALULO
ÓIA BELA MUTIÁ

OGUM ONIRA EUARA POBOUM
ADIACUNDAÊ OGUM ONIRA EUARA POBOUM ADIACUNADAÊ

ADIO CURE
CORUMÃ ONIRA É CORUMÃ

XONI MARAQUEUÊ XONI MARAQUEUÁ OGUNHÊ
ÓIA OGUM MAITÁ
OGUNHÊ
ÓIA OGUM MAITÁ

LOGUNDÊ ANIRE IRE IRE
OGUMLÓ ACARADEÔ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ
LOGUNDÊ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ ACARADEÔ ANIRE IRE IRE OGUMLÓ

MABELA MURÉ MABELA PÔ
MABELA MUTIÁ LOQUELEÔ

LOQUELEÔ
AMORO

ORORORO MAFARA FIÁ MAFARA FIÁ MAFARA MAFARA FIÁ
ORORORO MAFARA FIÁ MAFARA FIÁ MAFARA MAFARA FIÁ

OGUM TALAJÓ
OGUM LAI OGUM LAI OGUM

ACARANHALÁ OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ
ACARANHALÁ OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ
OGUM ONIRA OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ
ACARANHALÁ OGUM LÓ OGUM ONIRA É CASSAJÓ

OGUM ADEMIO
OGUM ELEFA TALADEMIO

ADELOCHA DE OGUM LÓ OGUM ONIRA VEMVEM
ADELOCHA DE OGUM LÓ OGUM ELEFA ERUMALÉ
OGUM ADEMIO
OGUM ELEFA TALADEMIO

OGUM ELEFA LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI
É DE LAI LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI

OGUM LORO
OGUM LORO
EUAMAQUERE QUERE QUERE OGUM LORO ORIXÁ

OGUM MANISSÉO ARABÊ OGUM MANISSÉO ARABÊ
OGUM ABEÔ OGUM MANISSÉO ARABÊ

OGUM ABEÔ OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM
OGUM ABEÔ OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM MANISSÉO OGUM

OGUM ACAMAFÁ CABECI LABEÔ
OGUM ACAMAFÁ CABECI LABEÔ
OGUM ACAMAFÁ
CABECI LABEÔ

OGUM ELEFA LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI
É DE LAI LAI LAI OGUM ELEFA LAI LAI

MASSAPAIA MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ OGUM DOIRE MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ
MASSAPAIA MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ OGUM DOIRE MASSAPAIA MASSAPAIA DORÊ
OGUM DOIRE MASSAPAIA
MASSAPAIA DORÊ

OGUM DAÊ AÊ AÊ
OGUM DAÊ ANAISSÔ

NÃNÃBREQUETE MOCEQUÉ
OGUM DAÊ ANAISSÔ

OGUM ANIRE
FARA BEM FARA OGUM FARA


Divindade do fogo e do trovão e da justiça. Rei de Oyó. Tem grande importância nos segmentos do candomblé com origem em terras Yorubá, importância esta representada pelo seu instrumento sagrado chamado Xére - que é tratado e visto com grande respeito por qualquer aborixá (adorador de orixá). XANGÔ é um Orixá temido e respeitado, é viril e violento, porém justiceiro, e muito vaidoso. Xangô era muito atrevido e violento, porém, grande justiceiro, sempre castigando os ladrões e malfeitores. Por este motivo diz-se que quem teve morte por raio, ou sua casa, ou negócio queimado pelo fogo, foi vítima da ira ou cólera de Xangô. Seu símbolo principal é a machada de dois gumes ou dupla (Oxê). Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô, Rei de Oyó, marido de Oyá, Oxum e Oba.
Deus da justiça e do trovão. Patrono da política, da diplomacia, da sedução e da articulação.
Senhor da vida, é o grande Rei entre os orixás.
Iansã, Obá e Oxum são suas esposas. Xangô controla o fogo, porém seu poder só tem efeito se praticado junto com Iansã, de quem Xangô
não pode se separar.

Saudação - Caô Cabeci ou Caô Cabecile.
Dia da semana - quarta-feira.
Número - 06 e seus múltiplos.
Cor - branco e vermelho.
Guia - 06 conta vermelha, 06 conta branca.
Oferenda - Amalá (carne de peito bem cozida e desfiada com a mão, mostarda(verdura) cozida no bafo da carne, seis bananas catarinas, uma maçã bem vermelha, pirão de farinha de mandioca bem cozido, um pouco de dendê e seis folhas de mostardas para enfeitar o alguidar ou a gamela).
Adjuntós: Xangô Agandjú Ibedji com Oxum Pandá Ibedji, Xangô Agandjú com Oiá ou Oxum Pandá ou Iemanjá Bocí, Xangô Agodô com Iansã ou
Oxum Olobá
Ferramentas: Balança, machado de duas lâminas, livro, pilão, gamela, búzios e moedas, brinquedos para Xangô Agandjú Ibedji
Ave: Galo Branco
Quatro pé: Carneiro branco

Xangô Agandjú Ibedji: São Cosme e São Damião
Xangô Agandjú: São Miguel Arcanjo
Xangô Agodô: São Jerônimo quando faz adjuntó com Iansã e São João Batista quando faz adjuntó com Oxum Olobá

Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável. Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida.
Odùdùa, um guerreiro que vinha de uma cidade do Leste, invadiu com seu exército a capital do povo chamado Ifé. Esta cidade depois se chamou Ifé, quando Odùdùa se tornou seu governante
.

Odùdùa tinha um filho chamado Acambi e Acambi teve sete filhos e seus filhos ou netos foram reis de cidades importantes. A primeira filha deu-lhe um neto que governou Egbá, a segunda foi mãe do Alaketo, o rei de Keto, o terceiro filho foi coroado rei da cidade de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser rei de Ilê Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o sexto, rei de Popôs, e o sétimo foi Oraniã, que foi rei de Oyó. Esses príncipes eram vassalos do rei de Ilê Ifé, que então se transformou no centro de um grande império, cujo nome era Oyó. Odùdùa era o grande rei de Oyó. Ele unificou as mais importantes cidades daquela região, mais tarde conhecida como sendo a terra dos yorubás. Em cada cidade ele pôs no trono um parente seu. Ele foi o grande soberano dos reinos yorubás. Ele foi chamado o primeiro Alafim, o rei de Oyó. Quando Odùdùa morreu, os príncipes fizeram a partilha dos bens do rei entre si e Acambi ficou como regente do império até sua morte, nunca tendo sido, contudo, coroado rei do império. Nunca lhe foi atribuído o título de Alafim. Com a morte de Acambi, foi feito rei Oraniã, o mais jovem dos príncipes do império, que tinha se tornado um homem rico e poderoso. A ancestral Ilé Ifé era a capital dessa vasta região conhecida como Oyó. O Alafim Oraniã foi um grande conquistador e solidificou o poderio de Oyó. Um dia Oraniã levou seus exércitos para combater o povo que habitava uma região a leste de seu império. Era uma guerra muito difícil, mas, antes de ganhar a guerra, o oráculo o aconselhou a estacionar com os seus homens, pois ali ele haveria de muito prosperar. Assim foi feito e aquele acampamento a leste de Ilé Ifé tornou-se uma cidade poderosa. Essa próspera povoação foi chamada cidade de Oyó e veio a ser a grande capital do império fundado por Odùdùa. Com a morte de Oraniã, seu filho Ajacá foi coroado terceiro Alafim de Oyó.Ajacá, que tinha o apelido de Dadá por causa de seu cabelo encaracolado, era um homem pacato e sensível, com pouca habilidade e nenhum tino para governar. Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora criado na terra dos nupes, um povo vizinho dos yorubás, filho de Oraniã com a princesa Iamassê, embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi, filha de Elempê, o rei dos nupes, também chamados tapas. Esse filho de Oraniã era Xangô, grande guerreiro, que fundara uma pequena cidade chamada Cossô, nas cercanias da capital Oyó. Xangô, que era o rei de Cossô, uma cidade tributária de Oyó, um dia destronou o irmão Ajacá-Dadá, e o exilou como rei de uma pequena cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de Baiani. Xangô foi assim coroado o quarto Alafim de Oyó, governando o império de Odùdùa e Oraniã por sete anos. Quando Xangô morreu, e dizem que foi obrigado a se enforcar num momento de crise de seu império, seus ministros procuraram seu corpo e não encontraram. Compreenderam então que ele tinha entrado para o Orum e instituíram seu culto. Xangô havia se transformado em Orixá.

ORUÔ MAIÔ ORUÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ
ORUÔ MAIÔ ORUÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ ATEUÓIA AGODÔ MAIÔ

ORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁ ORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁ
ORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁORUÔ OGUM NABÔ EBÔ ELEFA ORIXÁ

AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ
AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ AGANJÚ ECO ILE CORUMÃ A CORUMÃ

AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ERUM GUÉGUÉ AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ORÚ ODÔ
AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ORI XANGÔ AGANJÚ ECO ILE ERUM GUÉGUÉ ORI XANGÔ

OGODOCI EMIREMI AGANJÚ
ANISSAÓRA OGODOMAN EMIREMI XANGÔ AGANJÚ ANISSAÓRA
OGODOCI EMIREMI AGANJÚ ANISSAÓRA OGODOMAN EMIREMI XANGÔ AGANJÚ ANISSAÓRA

OGUNTAÔ
ANISSAÓRA

ALADE Ô
LAUMQUERÊ

OBOMORÉ
QUEREQUE OBOMORÉ QUEREQUE

XORORO ONIBOCO
XORORO ONIBOCO

MACUN ERÊ
ARA MACUN ERÊ ARA

CALULU CALUNUDÊ
AUÊ CALUNUDÊ

AGODÔ SALA SALA SALO
EQUEBOREUÁ AGODÔ SALA SALA SALO EQUEBOREUÁ

ONIPENI OBÁ
ABADÔ ONIPENI OIÁ BADÔ

FARANHÁLA SAFAMODÉ
OIÁ BADILE ARANHÁLA SAFAMODÉ

OIÁ BADAÔ CABELI LUDE Ô
OIÁ BADAÔ CABECI LUDÊ

AGANJÚ ECO EREPÊ
AGANJÚ ECO FARANHÁ

MODIRÊ MODIBA
CAÔ CABELECILE MODIRÊ MODIBAU

CÂO
CABECILE

MANA MANA BELOQUÊ
ALIANÇA É BILOIÁ

NAGORÔ NAGOACHAORO
AGÔ IEIE


MODIBAU
LAI LAI MODIBAU AUÊ LAI MODIBAU LAI LAI MODIBAU AUÊ

LAI LAI GUIACHAORÔ
LAI LAI GUIACHAORÔ

:::::::::::::::::::::::AXÉ DA BALANÇA::::::::::::::::::::::

BABA OENITE ÉUM ABÉ Ô Ô
ANICÉU ABA ORÔ
ELISSÔ GODÔ ACARAÔ ANICÉU ANICÉU
ELISSÔ GODÔ ACARAÔ ANICÉU ANICÉU
ABÉO Ô Ô
ANICÉU ANICÉU
BABA OENITE ÉUM ABÉ Ô Ô
ANICÉU ABA ORÔ

LOCUNDÊ Ô
ARA DECUM DECUM DECÁ

ACHACHA BABALOFINA ONI XANGÔ ACHACHA BABALOFINA ONI XANGÔ
AÊ EAÊ AÊ EAÊ

CALUNUDÊ CAÔ LUDÊ ONI CAÔ CABELECILE ÂUE É DE CAÔ CABELECILE ÂUE
CALUNUDÊ CAÔ LUDÊ ONI CAÔ CABELECILE ÂUE É DE CAÔ CABELECILE ÂUE

ALIANÇA É PARAMÁ ALIANÇA DE OGUMLÓ
ALIANÇA É PARAMÁ ALIANÇA DE OGUMLÓ

SOBOÊ SOBOÊ AMORISSÔ SOBODOIRE MOCEQUÉ AÊ AMORISSÔ
SOBOÊ SOBOÊ AMORISSÔ SOBODOIRE MOCEQUÉ AÊ AMORISSÔ

BABAICO
BABÁ
BABAICO
AMOCEQUÉ
BABAICO
BABÁ

ONI XANGÔ BAÍ OIÁ DOCÔ AGANJÚ CABELECILE ONI XANGÔ BAÍ
ONI XANGÔ BAÍ OIÁ
DOCÔ AGANJÚ CABELECILE ONI XANGÔ BAÍ

BAIÁ QUE BAIAIO
BAIÁ QUE BAIAIO

ONI SOBO ELAUÊ
SOBO LAI LAI ONI SOBÔ ELAUÊ SOBÔ LAI LAI

ONI SOBÔUNDÊ
LA CAUM ALAUNDÊ AÊ AÊ LA CAUM ALAUNDÊ

BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ Ô
BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ BAIA NAGOMBÉ XANGÔ BAIA NAGOMBÉ Ô

QUERERE UATE UAIO
BÉLE BELEBESSISSE


Divindades da caça que eles vivem nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado OFÁ, e um rabo de boi chamado ERUEXIM. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Bará.
Vivem nas matas, caçando, por isso, protege os caçadores em suas expedições. É casado com Otim formando um casal inseparável, onde está um está o outro. Odé caça, mas fica com pena dos bichos e dá para sua mulher Otim que devora tudo e por isso é gorda.

Saudação: Oquebambo
Dia da Semana: Sexta-feira, pois é o dia da Iemanjá, que é mãe de Odé, para outros Segunda-feira
Número: 07 e seus múltiplos
Cor: Azul forte e branco para Odé e Azul forte e rosa para Otim
Guia: 01 conta azul, 01 conta branca, 01 conta azul para Odé 01 conta rosa, 01 conta azul, 01 conta rosa para Otim
Oferenda: Miami doce, chuleta de porco frita no azeite comum e refogada com azeite de dendê com uma pitada de mel, feijão miúdo,doces (balas e pirulitos)
Adjuntós: Odé com Otim ou Iemanjá Bocí (neste caso normalmente a Otim passará para a "passagem"). Otim
com Odé
Ferramentas: Arco e flecha, funda, bodoque, moedas e búzios
Ave: Galo prateado claro ou pintado para Odé e galinha preta para Otim
Quatro pé: Casal de porco

Odé: São Sebastião
Otim: Santa Bernadete ou Santa Efigênia

Seus filhos são pessoas espertas e com iniciativa, gostam de descobertas e novidades.
São místicos e muito intuitivos. O lado emocional é sua característica mais marcante, pois é carismático e carinhoso.
Costumam ser indecisos e inseguros, mas adoram se apresentar em público e ser o centro das atenções.


Orixá da Caça e da Fartura!
Em tempos distantes, Odùdùwa, Rei de Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames. Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura. De repente, um grande pássaro, (èlèye), pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos, e lançando fardas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as feiticeiras
Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes. O Rei então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas. Chamou desta vez, das terras de Moré, Osotogi, com suas 40 flechas. Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião das 20 flechas. Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu. Por fim, todos já sem esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha. Sua mãe Iemanjá, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, uma vez que três dos melhores caçadores
falharam em suas tentativas. Iemanjá foi consultar Ifá para Òsotokànsosó. Os Babalaôs disseram para Iemanjá preparar oferendas com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas) , èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira), seis kauris (búzios). Iemanjá fez então assim, pediram
ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o seguinte: "Que o peito da ave receba esta oferenda". Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda recebendo a oferenda ofertada por Iemanjá, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsotokànsosó. Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: "Oxósse! Oxósse!" (caçador do povo). A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje.

ODÉ O SAMPA ELEPÊ OMAM ORUMA EREPÊ
O SAMPA ELEPÊ OMAM ORUMA ELEPÊ

MINERÓ MINERÓ ODÉ MINERÓ MINERÓ ODÉ
O SAMPA MINERÓ MINERÓ ODÉ

ODÉ O MATA
TIMBORO ODÉ

TIMBO TIMBO TIMBORO Ô
ODÉ O MATA TIMBORO ODÉ

ODÉ O MATA
TIMBORÔ ODÉ

ADIACUNA PAMIO ADIACUNA ADIACUNA PAMIO ADIACUNA ELEMONI MONI AGARIREU ADIACUNA PAMIO
ADIACUNA PAMIO ADIACUNA ADIACUNA PAMIO ADIACUNA ELEMONI MONI AGARIREU ADIACUNA PAMIO

O QUEBAMBO ELAIO
O QUEBAMBO ELAIO

O QUEBAMBO ELAIO CAMAFODÉ
O QUEBAMBO ELAIO CAMAFODÉ

BELEBELISSE ODÉ Ô BELEBELISSE ODÉ ACARÁ ORUOCO FERERÊ BELEBELISSE ODÉ Ô
BELEBELISSE ODÉ Ô BELEBELISSE ODÉ ACARÁ ORUOCO FERERÊ BELEBELISSE ODÉ Ô

ORUOCO A ODÉ
AMAXOXO A ODÉ

IGALELE IGALELE
ADEUAXO IGALELE

ALAÍLA LAELEPÊ ALAÍLA LAILEPÊ ALA
E E Ê
ALAÍLA LAILEPÊ ALA

ESSUM LÓ ESSUM LO OROCUNLÁ EAÔ
ESSUM LÓ ESSUM LO OROCUNLÁ EAÔ

ONIBOBO UELESSI UELESSI OCULTÁ
ONIBOBO UELESSI UELESSI OCULTÁ

BAMURÁ BAMU ODÉ BAMU MARACAJÁ ODÉ
BAMURÁ BAMU ODÉ BAMU MARACAJÁ ODÉ

OLOFI ODÉ
OQUE OLOFI ODÉ OQUE

ODÉ SUMALIA SESSUM MARÉ ODÉ SUMALIA SESSUM MARÉ
BAMBAM ORORO CUNDÊ ODÉ SUMALIA SESSUM MARÉ

CONI CONIXABIM
OTIM

E AÊ
E AÊ

AMORO
AMORO
APECO
AMORO

AMACHINCHA CHIMBEÔ
AMACHINCHA CHIMBEÔ

ELUMBEÔ
ELUMBEÔ

LOQUE LOQUE LOQUE LOQUE ABOELO
LOQUE LOQUE LOQUE LOQUE ABOELO
LOQUE
ABOELO

ABEREQUETE ABEREQUETE EUARA
BOBO ABEREQUETE ABEREQUETE EUARA BOBO

ODÉ ARANI
AI ODÉ ARAÔ